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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

QUANDO MEU CANTO ACABA

A Igreja nos ensina que devemos sempre fazer uma meditação sobre a morte, coisas como: Ver seu próprio velório, imaginar como seria seu julgamento em vista da sua conduta atual, etc. Essa maneira de meditação (método que faço por vezes e é muito bom) eleva nossa alma até Deus de uma maneira mais rápida do que orarmos em língua, pararmos para fazer qualquer tipo de oração utilizando os carismas do Espírito, sabe por quê? Porque esse método nos volta o olhar nossas misérias mais eficazmente, olhamos o quão pouco contribuímos para as obras de Deus e digo mais, o quão pouco nos tornamos imagem e semelhança de Deus. E quando deparamos nossos trabalhos com os trabalhos dos santos? Fica cada vez mais difícil ver-nos no céu com Deus.

Bom, deixando de lado toda filosofia relacionada à meditação sobre a morte, gostaria de propor a vocês outro tipo de meditação, muito semelhante à meditação já citada; essa meditação é desenvolvida para seu ministério.  

QUANDO MEU CANTO ACABA.

Quando Deus nos chamou, quando Deus nos conquistou por vezes tínhamos apenas uma das duas situações: “Já cantava/tocava ou não fazia ideia do que era cantar/tocar”.

 Porém Deus não se contentou somente em te conquistar com seu Amor, Ele queria mais, queria que você fizesse parte de seu Ministério de Música, unindo assim não somente o grupo de oração que você participa, mas todos os grupos de oração espalhados por todo o cosmo e unido também com os santos músicos que compõe nossa Igreja Triunfante e os seres celestiais que cantam a Deus 24h/dia por toda a eternidade. Essa é uma graça para poucos, um dom dado por Deus para poucos.

Em minha caminhada conheci uma pessoa, ela é muito querida e com sua postura de cristã e esposa sempre me fez acreditar que vale a pena ser católico, participamos no mesmo grupo de oração e o que mais me cativa é quando Deus a escolhe para profetizar na língua dos anjos, quanta docilidade, quanta unção e quão bela voz. Chego a acreditar que é um anjo cantando a Deus de tão bela voz que ouço, nunca vi nada igual e nem sequer parecido.

Agora vivemos alegres diante de Deus e dos homens, pois faço o que gosto e ainda sou capacitado por Deus, porém e se agora, neste exato momento você por algum motivo perdesse sua capacidade de exercer seu ministério?
Imagine você que canta para Deus perdendo sua voz porque sofreu um acidente e ficaria em tratamento por dois ou três anos no mínimo.

Imagine você que toca um instrumento sofresse um ataque de tendinite tão sério que seu braço, apenas um lhe deixasse incapaz de tocar seu instrumento, você não seria capaz de realizar sequer três minutos de ensaio.

Quão doloroso seria para você, quão sofrido seria para ti que sempre louvou a Deus por conta desse ministério. Nesse ponto você se pergunta: “Porque senhor?” No qual Ele mesmo responde: “... Eu faço nascer o sol sobre a cabeça dos bons e dos maus e faço chover sobre os justos e os injustos... (Cf. Mt 5, 45)” e você chega a conclusão de que você também mais cedo ou mais tarde poderia sofrer um acidente desse porte, pois afinal de contas você vive.

Agora imagine as pessoas falando de você: “Que pena, ela tinha a voz tão linda...”, “Que tragédia que foi acontecer com ele, tocava tão bem e era uma seta de Deus para nossa comunidade...”.
Sem pensar em uma tragédia, imagine seu ministério acabando simplesmente porque sua idade o obriga a isso. Como cantar com essa voz gasta? Como tocar se meus braços não obedecem na mesma velocidade de antes, afinal de contas nunca tive dinheiro o suficiente de fazer um ótimo curso e nunca fui tão aplicado assim nos exercícios para poder tocar, para poder cantar por isso agora já não posso mais exercer meu ministério.

Acabou! Não posso mais exercer meu ministério, o que farei?

É essa pergunta que você faz pra si e é essa pergunta que você coloca no coração de Deus.
Qual é a graça de ir ao grupo de oração se não posso fazer o que sempre fiz? Nesse momento muitos cristãos deixam de participar, sai da comunidade envergonhada, cabisbaixa e passa a ter uma sobrevida. Você conhece alguém assim na sua caminhada?
Se você perguntar ao Senhor o que Ele quer de você tenho a mais absoluta certeza que vai dizer: “não negues um benefício a quem precisa dele”, “não se afaste de ti a bondade e a fidelidade”, “partilha o teu pão com quem tem fome”. (Prov. 3,27; Prov. 3,3; Is. 58,7), pois todas essas ações não dependem seu ministério e sim sua intimidade com Deus. No final de tudo o que sobra é somente o Amor de Deus. (Cf. Mc. 13,31).

Com essa meditação simples, nosso amor a Deus vai deixando aos poucos de ser apoiado em nosso ministério e vai sendo configurado na amizade com Deus, na intimidade com Deus.

Mesmo sendo dado por Deus, nosso ministério é regida por homens e como tal nossa confiança não deve ser colocada nos homens. (Cf. Prov. 29,25).

Voltemos nosso olhar sempre para o Senhor, assim quando vier o momento de deixarmos de lado nosso canto, nossa confiança ficará somente no colo desse Senhor, pois se eu trabalho é para Cristo, a edificação de Sua Igreja e sua santificação.

Autor: Ronnam da Silva

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Leitura Orante de Deus – Lectio Divina:

SALMO 107(108)



1. Cântico. Salmo de Davi.
2. Meu coração está firme, ó Deus, meu coração está firme; vou cantar e salmodiar. Desperta-te, ó minha alma;
3. despertai-vos, harpa e cítara; quero acordar a aurora.




Neste dia em que Deus deu a graça de sentirmos fortes o suficiente para a ele entreguarmos essa certeza. Deus! O Senhor do qual rendemos graças. “DESPERTAI-VOS, HARPA E CÍTARA; QUERO ACORDAR A AURORA”. Desperta-te! Levanta-te com tudo o que você tem, com seu instrumento musical, com suas leituras, com suas brincadeiras, com seu agir, com seu(sua) namorado(a), com seu(sua) esposo(a), com seu modo de pensar. ACORDEI! Reconheço dentro de mim quem é Deus e proclamarei agora...




4. Entre os povos, Senhor, vos louvarei; salmodiarei a vós entre as nações,
5. porque acima dos céus se eleva a vossa misericórdia, e até as nuvens a vossa fidelidade.
6. Resplandecei, ó Deus, nas alturas dos céus, e brilhe a vossa glória sobre a terra inteira.
7. Para ficarem livres vossos amigos, ajudai-nos com vossa mão, ouvi-nos.




Reconheço que Deus é Deus das potências, de tudo o que há ao meu redor. Não somente ao meu redor e sim de minha vida também, com tudo que já disse e afirmarei novamente. “DEUS DE MINHA VIDA!”, proclamarei isso para mim mesmo, para que eu possa entender que Deus é digno de louvor e glória, pois ele é também Deus de minha vida.




8. Deus falou no seu santuário: Triunfarei, e me apoderarei de Siquém, medirei com o cordel o vale de Sucot.




Deus em sua infinita onipotência anuncia sua vinda até nós, ouve nossa prece. Ele encontrou sinceridade em nossas palavras, nosso louvor e adoração enfim chegou aos Seus santos ouvidos. Ele anuncia Sua obra em nossa vida.




9. Minha é a terra de Galaad, minha a de Manassés; Efraim será o elmo de minha cabeça; Judá, o meu cetro;
10. Moab, a bacia em que me lavo. Sobre Edom porei minhas sandálias, cantarei vitória sobre a Filistéia.




A obra de salvação se inicia! Deus vem até nós nos auxiliar para que vivamos dentro de seu amor, Deus anuncia nossa vocação, anuncia Boa Nova para nós em seu soberano poder.




11. Quem me conduzirá à cidade fortificada? Quem me levará até Edom?
12. Quem, senão vós, Senhor, que nos repelistes, e já não andais à frente dos nossos exércitos?




Reconheço aqui meu pecado, como no salmo 50: “Meu pecado está sempre a minha frente...” entendo que Deus abomina o pecado e sei que não sou merecedor de tanta graça, tanto brilho, tanto amor, porém por puro desejo de entrega e na certeza de que Deus é misericordioso solicitamos a presença de Deus em nossas obras, nosso trabalho, nossas necessidades.




13. Dai-nos auxílio contra o inimigo, porque é vão qualquer socorro humano.
14. Com Deus faremos proezas, ele esmagará os nossos inimigos.




Vem em nosso socorro Senhor! Ajuda-nos em nossas necessidades e faze-nos com que reconheçamos a cada momento que o Senhor é o Deus que nos liberta, nos salva e nos guia hoje e sempre.
Conduza-nos Senhor enquanto peregrinos para sempre seguirmos vossos preceitos e que após a caminhada de uma vida possamos vos encontrar no céu. Amém!



Autor: Ronnam de Lima da Silva.




NOTA IMPORTANTE 01: O salmo está escrito em conformidade com a Ed. Ave Maria e retirada do site: Bíblia Católica

NOTA IMPORTANTE 02: Os textos em negrito reflete ao salmo.

NOTA IMPORTANTE 03: Os textos sublinhados reflete a Lectio Divina do salmo.
Tudo o que foi escrito nesse texto não reflete diretamente ao Sagrado Magistério da Igreja Católica Apostólica Romana, portanto a mesma não é uma visão geral, ou seja, uma explicação do salmo e sim uma INTERPRETAÇÃO PESSOAL da mesma que decidi publicar para que os leitores possam se inspirar em seus estudos e orações, em outros termos um pequeno testemunho de um pequeno momento de oração.

terça-feira, 18 de maio de 2010

RUPTURA


Quando lemos no livro que inspirou esse blog “Castelo Interior ou Moradas” de Santa Teresa d' Ávila em certas ocasiões é mencionado o desejo da alma em encontrar seu criador e vamos entrando em portas e mais portas e, a cada passo que estamos mais próximo do Rei que está morando no centro desse castelo melhor o podemos no assemelhar a Ele.
Tudo muito lindo e maravilhoso quando lemos, porém na prática encontramos algumas questões que não estão escritas no livro de maneira objetiva como o porque de certas coisas ou de certos acontecimentos. Não estou questionando que o livro deveria ser diferente, longe de mim ser tão petulante. Mencionei isso para dizer que certas coisas que acontecem conosco é justamente a necessidade que temos de encontrar com Deus, porém a cada dia que passamos nessa busca de Deus mais parecido com Deus ficamos, pois quando nos enamoramos de alguém mais parecido com esse alguém ficamos. Pense nesse momento nos amigos, namorados, esposos, etc. Se olharmos o nosso ser encontramos um pouquinho dos nossos pais, irmãos, namorados, esposos, amigos e isso acontece justamente porque nos enamoramos dessas pessoas e consequentemente ficamos mais parecidos com essas pessoas. Não nos tornamos a pessoa em si e nem podemos, mas nos tornamos semelhantes a ela e esse processo é comum e tranquilo quando falamos de homem para homem. Quando nossa semelhança passa a ser de homem para Deus o processo é mais complicado e mostro uma pequena parte o porque:
Somos imagem e semelhança de Deus (1) e também somos pecadores (2) dotado de imperfeições (3). Com isso vemos e fazemos diversas coisas que não são propriamente assuntos que tenham uma ligação direta com Deus (4), ou seja, que não é propriamente dita uma oração ou uma ação ligada a uma oração, uma entrega a Deus como por exemplo o assistir uma televisão, ouvir um rádio, jogar futebol, video-game, ir a um barzinho com os amigos. Como podem ver nenhuma dessas ações estão erradas, porém não é uma ligação direta a Deus, já o reservar um tempo para rezar, entregar seu dia de trabalho como um sacrifício de louvor a Deus, fazer jejum e fazer caridade pensando em Deus é necessariamente uma ação ligado diretamente a Deus.
Quando fazemos ações ligadas diretamente a Deus estamos nos enamorando de Deus e, consequentemente estamos adquirindo mais “manias” de Deus e quando encontramos uma “mania” de Deus que se choca com uma mania nossa é quando dizemos: “Isso não dá pra fazer.” é normal e puramente humano chegarmos a esse ponto, o ponto onde estacionamos e dizemos que no quesito X não podemos nos enamorar de Deus, não podemos imitar Deus (5), não podemos ser “deuses”(6).
Essa é a realidade que todos aqueles que um dia desejaram ser de Deus passou ou está passando e irão passar inúmeras vezes, porém a decisão que tomamos causam em nós sérias mudanças.
RUPTURA:

Quando encontramos uma questão que vai mudar nossa jeito de ser em alguma área da nossa vida, ficamos nos questionando como faremos isso ou se não vamos fazer e, quando decidimos há uma ruptura naquela área da vida, isso a psicologia explica claramente. Quando há uma situação que enamorados de Deus temos que decidir se vamos para a direita ou para esquerda e decidirmos pelo nosso estilo de vida fazemos uma ruptura nesse enamorar divino e passamos a viver segundo nossas convicções e passamos a andar em círculos até darmos conta que o melhor a ser feito era ter tomado a outra decisão.
Quando decidimos seguir segundo os preceitos divinos também fazemos uma ruptura, porém essa ruptura é com o nosso “eu”, passamos pela prova de fogo de nos deixarmos seguir em frente pela fé e tão somente por essa fé vamos vivenciando novas vidas, novas culturas, novos momentos.
Em suma, quando nos deparamos com o divino (7) iremos chegar sempre nos pontos de ruptura que nos farão tomar decisões complicadas e delicadas que envolverá toda a nossa maneira de ser, do mais simples aos mais complexos.
Peçamos sempre a Deus para nos mostrar como devemos agir e que nosso agir sempre seja em conformidade com aquilo que Deus espera de nós.

Ronnam da Silva.

Leituras para conferir:
(1) Cf: Gênesis 1, 26; (2) Cf: Salmo 50, 5; (3) Salmo 102, 14; (4) Cf: Eclesiastes 1 e Eclesiastes 12,8.13; (5) Cf: I Coríntios 4, 16, I Coríntios 11, 1, Efésios 5, 1 e I Tessalonicences 1, 16 (6) Cf: Cântico dos Cânticos 8, 6 e o texto “Centelha Divina” deste blog no marcador MORADAS(7) Cf: I Coríntios 13, 10

segunda-feira, 22 de março de 2010

Hagiografia: 21 de Março São Nicolau de Flue, Confessor (+ Suíça, 1487)

21 de Março
São Nicolau de Flue,
Confessor (+ Suíça, 1487)


É o santo mais popular e conhecido da Suíça. Foi casado e teve dez filhos, um dos quais chegou a ser presidente da Confederação Helvética. Participou de uma expedição militar, lutando com a espada numa mão e o terço na outra e teve intensa participação na vida política de seu país. Chegou a recusar a chefia de Estado, que lhe foi oferecida. Tinha 50 anos quando, com o consentimento da esposa, passou a viver isolado, como contemplativo.Durante 20 anos, por um milagre espantoso, não tomou nenhum alimento que não fosse o Santíssimo Sacramento. Mesmo no recolhimento, não perdeu o interesse pela situação política de sua terra. Certa ocasião em que estava para se romper a unidade da Suíça, redigiu pessoalmente um projeto de constituição e conseguiu convencer as autoridades a manterem a unidade nacional. É por issoconsiderado o Pai de sua Pátria.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Hagiografia: 19 de Março - São José (+ séc. I)

19 de Março
São José (+ séc. I)

Príncipe da Casa Real de Davi e ao mesmo tempo humilde carpinteiro, é difícil se poder avaliar a grandeza de sua missão. É considerado o Patrono da Boa Morte porque morreu assistido pela Santíssima Virgem, sua Esposa, e pelo próprio Homem-Deus, de quem era pai adotivo. Foi também declarado Patrono da Santa Igreja

(Tirado: Frente Universitária Lepanto / www.lepanto.org)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2010

A justiça de Deus está manifestada
mediante a fé em Jesus Cristo (cfr Rom 3, 21–22 )


Queridos irmãos e irmãs,

todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja convida-nos a uma revisão sincera da nossa vida á luz dos ensinamentos evangélicos . Este ano desejaria propor-vos algumas reflexões sobre o tema vasto da justiça, partindo da afirmação Paulina: A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (cfr Rom 3,21 – 22 ).

Justiça: “dare cuique suum”

Detenho-me em primeiro lugar sobre o significado da palavra “justiça” que na linguagem comum implica “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, segundo a conhecida expressão de Ulpiano, jurista romana do século III. Porém, na realidade, tal definição clássica não precisa em que é que consiste aquele “suo” que se deve assegurar a cada um. Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais intimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado á sua imagem e semelhança. São certamente úteis e necessários os bens materiais – no fim de contas o próprio Jesus se preocupou com a cura dos doentes, em matar a fome das multidões que o seguiam e certamente condena a indiferença que também hoje condena centenas de milhões de seres humanos á morte por falta de alimentos, de água e de medicamentos - , mas a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o “suo” que lhe é devido. Como e mais do que o pão ele de facto precisa de Deus. Nora Santo Agostinho: se “ a justiça é a virtude que distribui a cada um o que é seu…não é justiça do homem aquela que subtrai o homem ao verdadeiro Deus” (De civitate Dei, XIX, 21).

De onde vem a injustiça?

O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus, que se inserem no debate de então acerca do que é puro e impuro: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21). Para além da questão imediata relativo ao alimento, podemos entrever nas reacções dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior. Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem “de fora”, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua actuação: Esta maneira de pensar - admoesta Jesus – é ingénua e míope. A injustiça, fruto do mal , não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. Reconhece-o com amargura o Salmista:”Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se no pecado” (Sl. 51,7). Sim, o homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o mortifica na capacidade de entrar em comunhão com o outro. Aberto por natureza ao fluxo livre da partilha, adverte dentro de si uma força de gravidade estranha que o leva a dobrar-se sobre si mesmo, a afirmar-se acima e contra os outros: é o egoísmo, consequência do pecado original. Adão e Eva, seduzidos pela mentira de Satanás, pegando no fruto misterioso contra a vontade divina, substituíram á lógica de confiar no Amor aquela da suspeita e da competição ; á lógica do receber, da espera confiante do Outro, aquela ansiosa do agarrar, do fazer sozinho (cfr Gn 3,1-6) experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza. Como pode o homem libertar-se deste impulso egoísta e abrir-se ao amor?

Justiça e Sedaqah

No coração da sabedoria de Israel encontramos um laço profundo entre fé em Deus que “levanta do pó o indigente (Sl 113,7) e justiça em relação ao próximo. A própria palavra com a qual em hebraico se indica a virtude da justiça, sedaqah, exprime-o bem. De facto sedaqah significa, dum lado a aceitação plena da vontade do Deus de Israel; do outro, equidade em relação ao próximo (cfr Ex 29,12-17), de maneira especial ao pobre, ao estrangeiro, ao órfão e á viúva ( cfr Dt 10,18-19). Mas os dois significados estão ligados, porque o dar ao pobre, para o israelita nada mais é senão a retribuição que se deve a Deus, que teve piedade da miséria do seu povo. Não é por acaso que o dom das tábuas da Lei a Moisés, no monte Sinai, se verifica depois da passagem do Mar Vermelho. Isto é, a escuta da Lei , pressupõe a fé no Deus que foi o primeiro a ouvir o lamento do seu povo e desceu para o libertar do poder do Egipto (cfr Ex s,8). Deus está atento ao grito do pobre e em resposta pede para ser ouvido: pede justiça para o pobre ( cfr.Ecli 4,4-5.8-9), o estrangeiro ( cfr Ex 22,20), o escravo ( cfr Dt 15,12-18). Para entrar na justiça é portanto necessário sair daquela ilusão de auto – suficiência , daquele estado profundo de fecho, que á a própria origem da injustiça. Por outras palavras, é necessário um “êxodo” mais profundo do que aquele que Deus efectuou com Moisés, uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, é impotente a realizar. Existe portanto para o homem esperança de justiça?

Cristo, justiça de Deus

O anuncio cristão responde positivamente á sede de justiça do homem, como afirma o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos: “ Mas agora, é sem a lei que está manifestada a justiça de Deus… mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os crentes. De facto não há distinção, porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, por meio da redenção que se realiza em Jesus Cristo, que Deus apresentou como vitima de propiciação pelo Seu próprio sangue, mediante a fé” (3,21-25)

Qual é portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. O facto de que a “expiação” se verifique no “sangue” de Jesus significa que não são os sacrifícios do homem a libertá-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre até ao extremo, até fazer passar em si “ a maldição” que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a “bênção” que toca a Deus (cfr Gal 3,13-14). Mas isto levanta imediatamente uma objecção: que justiça existe lá onde o justo morre pelo culpado e o culpado recebe em troca a bênção que toca ao justo? Desta maneira cada um não recebe o contrário do que é “seu”? Na realidade, aqui manifesta-se a justiça divina, profundamente diferente da justiça humana. Deus pagou por nós no seu Filho o preço do resgate, um preço verdadeiramente exorbitante. Perante a justiça da Cruz o homem pode revoltar-se, porque ele põe em evidencia que o homem não é um ser autárquico , mas precisa de um Outro para ser plenamente si mesmo. Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade.

Compreende-se então como a fé não é um facto natural, cómodo, obvio: é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitencia e da Eucaristia. Graças á acção de Cristo, nós podemos entrar na justiça “ maior”, que é aquela do amor ( cfr Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.

Precisamente fortalecido por esta experiencia, o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor.

Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma culmina no Tríduo Pascal, no qual também este ano celebraremos a justiça divina, que é plenitude de caridade, de dom, de salvação. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autentica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça. Com estes sentimentos, a todos concedo de coração, a Bênção Apostólica.

Vaticano, 30 de Outubro de 2009

BENEDICTUS PP. XVI

© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pensando na morte, Resumo da vida

Geralmente pensamos na morte quando vamos a algum enterro, velório ou em algumas vezes quando passamos em um cemitério, mas aí te faço uma pergunta:

Em seus momentos de oração, você já pensou na morte?

Continuando a série sobre a morte... Um pouco fúnebre confesso, mas de grande valia para a nossa alma.

No último texto mencionei o Cordeiro Justo com o pleno conhecimento de seus atos junto com você, sem mentiras, sem máscaras. Agora vamos pensar na morte como nós conhecemos; uma vida que passa.

Está escrito na bíblia: Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar.”(Cf: Gn 3, 19).

Provavelmente você já foi a um enterro, conhece o ambiente e o clima de um velório, os comentários sobre o falecido, as boas e/ou más lembranças que fizera no passado, os amigos que deixou pra trás, os filhos, o emprego, o cônjuge, tudo o que passaram juntos. Agora é o momento da dor, momento da despedida.
E quando é um famoso que morre? Quantas pessoas não ficam sentidas por elas morrerem sem nem mesmo o conhecerem pessoalmente, às vezes achamos que essas pessoas famosas não morrem. Pra falar a verdade achamos que as pessoas muito próximas não morrem e a gente menos ainda; e se somos jovens então... Quanto mais jovem, mais imortal.

Quantas vezes você foi a um enterro? Quantos desses enterros foram de sua família?

Imagine a dor da pessoa mais próxima a este falecido, o que deve estar passando no coração desta pessoa. Coloque em sua cabeça esse fato: Quando alguém morre vira o assunto do momento, seus atos, sua bondade, seus desejos...
Porém existe algo que sempre existirá, quer você queira ou não.
O esquecimento!
Passa-se o tempo e o falecido não é mais lembrado, salvo se ele fez algo grandioso em vida, aí a memória deste falecido passa de geração em geração, cada vez menor porém prolongada.

Mas o que fica afinal? LEMBRANÇAS!!!!

Não passamos de lembranças, somos como um punhado de areia de praia se esvaindo pelas mãos.

É muito perigoso não pensar na morte assim como é mais perigoso pensar nela e fugir, pois assim estamos encarando a morte como um probleminha qualquer, um mero resfriado.

Mas escrevi tudo isso e não expliquei qual é a serventia disso. Explico:

A morte é o término da vida terrestre. Nossas vidas são medidas pelo tempo, ao longo do qual passamos por mudanças, envelhecemos e, como acontece com todos os seres vivos da terra, a morte aparece como o fim normal da vida. Esse aspecto da morte marca nossas vidas com um caráter de urgência: a lembrança de nossa mortalidade serve também para recordar-nos de que temos um tempo limitado para realizar nossa vida (cf: CIC 1007).

Mas o que é “realizar nossa vida” se trabalhamos, estudamos, namoramos, nos divertimos, temos amigos, família, etc?

Deus, infinitamente perfeito e bem-aventurado em Si mesmo, num desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para o tornar participante da sua vida bem-aventurada. Por isso, sempre e em toda a parte, Ele está próximo do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-Lo, a conhecê-Lo e a amá-Lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade da sua família que é a Igreja. Para tal, enviou o seu Filho como Redentor e Salvador na plenitude dos tempos. N'Ele e por Ele, chama os homens a tornarem-se, no Espírito Santo, seus filhos adotivos e, portanto, herdeiros da sua vida bem-aventurada. (cf: CIC 1)

É isso mesmo, quando pensamos na morte pensamos na vida nua e crua com seus atos de bondade e de maldade, o que precisa mudar e o que precisa melhorar.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Pensando na morte, O Cordeiro Justo

Geralmente pensamos na morte quando vamos a algum enterro, velório ou em algumas vezes quando passamos em um cemitério, mas aí te faço uma pergunta:

Em seus momentos de oração, você já pensou na morte?

Vou realizar uma pequena série sobre a morte espero que aproveitem e, se não gostarem ou duvidarem que esteja errado, me questionem, pois é bom questionar.

Oh Jesus manso e humilde de coração...

Sempre quando ouvimos falar sobre Jesus pensamos em paz, amor, MISERICÓRDIA, mansidão, pureza, ou seja tudo de bom e de prazeroso que Jesus pode ser para que nosso corpo se sinta bem.

E quando falamos de morte e de Jesus, pensamos na cruz, pois é... Não é a morte de Jesus e sua ressurreição que escrevo. É a sua!

Imagine o Jesus que antes era somente misericórdia agora sendo o Juiz.
Isso mesmo! Esse Jesus, o Cordeiro que ficou quieto diante de Pôncio Pilatos, que passou pelo calvário apenas sofrendo, agora como o Cordeiro Justo.

De Cordeiro para Leão, Jesus.

Imagine Jesus vindo pessoalmente até você, olhando para você, é esse o momento que não existe mais mentira, omissão, não existe mais o "deixa para amanhã" é o seu início da eternidade.

Jesus olha para você, Ele sabe de todos os seus atos, e o pior de tudo é que você também... Não será uma surpresa para Ele e nem para você.

Imagine esse momento, pense agora como seria você contando os momentos da sua vida para Deus.

Vamos fazer uma pequena comparação:

Uma mulher está fazendo compras e, para a infelicidade geral ela flagra seu marido com outra.
Ele a vê, mas não faz nada, ela idem e quando em casa chegam cada qual em seu horário de sempre, eles se olha...

É esse olhar que eu estou tentando mostrar, o olhar da sabedoria. Aquele olhar que não precisa de palavras, pois ambos sabem o que tem que ser feito. Assim como um casal apaixonado que ha tempos não se encontram. O olhar que afasta e atrai.

Enquanto temos o homem que pelo olhar soube que tem de sair da casa porque traiu sua mulher temos também o olhar do casal que sabiam que tinham que se amar mais por conta desse mesmo olhar da sabedoria, do olhar revelador.

Quem seria você nesse fulminante olhar?
Teria como remediar os momentos em que você não quis saber de Deus?
Teria como reaproveitar o TEMPO DA MISERICÓRIDA ?
E se você conseguisse uma nova chance, o que você faria?

Não deixe para amanhã quem você pode amar hoje.

Não fique somente nesse seu mundo e, ainda que fique não desperdice o tempo da misericórdia.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Kerigma

Lc 4, 18-19:
18. O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração,
19. para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor.


Essa passagem é o que muitos dizem ser o Kerigma...leia atentamente o texto abaixo:

Kerygma (grego: κήρυγμα, kérugma, pronunciado "kay-roog-ma") é a palavra grega usada no Novo Testamento para a pregação. Ela está relacionada com o verbo grego κηρύσσω (kērússō), a chorar ou proclamar como um arauto, e significa proclamação, anúncio, ou pregar.

Muitos se dizem pregadores da palavra de Deus e graças a Deus existem pessoas assim, pois quem não ajunta, espalha.

Existem por aí até mesmo quem faz uma série de palestras com músicas e orações e a chamam de "retiro" no qual dizem anunciar o kerigma (pleonasmo).

Bom...agora faço uma pergunta:
Como e quando uma pessoa se diz pregadora da palavra de Deus?
Quem, quando e como lhe foi instituído tal função?
Quem intitulou você a ser um servo de Deus?

"Certo dia andava pela rua e...'BUM!!!' eu prego a palavra de Deus. Saio cantando alegre e saltitante abraçando até uma árvore e dando bom dia a cavalo dizendo-se capaz de tal cargo."

Éééé meu irmão...pense muito bem nas coisas que diz.

Até eu, que escrevo neste blog poderia dizer o que Jesus disse e vocês já o leram neste tópico.

TODOS NÓS QUE ANUNCIAMOS A PALAVRA DE DEUS TEMOS QUE TOMAR MUITO CUIDADO!!!

Seja esse anúncio da forma que for, para que não fiquemos como uns guias cegos.
Tais ações, até nas orações pode nos causar avareza, soberba, luxuria e se você não sabia te informo agora:

Como podemos servir à Deus e ao dinheiro? Não entendeu? Explicarei melhor:

Se você se vangloria de sua pregação então não estás a servir a Deus, até o gosta pois acaba sendo o motivo de você se vangloriar mas não O serve.

Agora se você se humilha e O adora em espírito e verdade não haverá motivos em você para se vangloriar.

Para finalizar esse tópico que aparentemente não se parece com o ideal do blog(hehe) sugiro que você leia o capítulo 61 do livro do profeta Isaías, são apenas 11 versículos que explicará minhas perguntas acima citadas.

Agora só mais essa pergunta:

Quais os ouvidos mais próximos de suas pregações?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Não sei porque não adoro a Deus

É isso mesmo, não sei porque não adoro.

Você já se perguntou o porque as respostas não vem?
Ainda que tenha assistido palestras, pregações, lido livros, bíblia e até mesmo rezado e louvado, pedido à Deus e a resposta não veio.

Por quantas vezes você pregador, rezou muito para aquela pregação e até o dia não lhe veio sequer uma palavra de direção, ou no desespero teve que analisar mais ou menos qualquer oração a ser feita e tirou algo de lá mesmo? Por quantas vezes você não disse ao seu amigo que Deus lhe revelara a direção somente no momento da pregação?

Por quantas vezes você músico, não conseguira seguir uma linha musical para seu grupo, para sua vigília, para sua oração nas casas e, igualzinho ao pregador, lhe veio de momento?

Muitas vezes é o caminho pelas coisas, que nos indica a direção.
E caso tenha algum tipo de confirmação, ufa.... acertei.

Falta adoração na sua vida!

Falta adoração na sua vida
!

Todos nós precisamos adorar a Deus, pequenos e grandes, querubins e serafins, homens e mulheres, bispos e arcebispos, diáconos e padres, papa e leigos, você e eu.

Quando adoramos a Deus nos distanciamos de nós mesmos e passamos a nos ver com os olhos de Deus, descobrindo nossas misérias, descobrindo a grandeza de Deus. E se passamos a olhar a nós com os olhos de Deus, passamos também a olhar nossos irmãos com os olhos de Deus.

Se estamos olhando com os olhos de Deus então descobrimos o ponto da evangelização tanto em nós como no irmão.

Não espere que sua comunidade monte um dia de adoração, faça você mesmo, é melhor ainda.
Não o faça somente antes ou depois da missa pois as pessoas estão indo ou vindo, fazendo barulho que não nos deixa adorar a Deus de forma prazerosa, simples. Não conseguimos fazer silêncio na adoração.

Torne-se um pregador de adoração.
Torne-se um músico de adoração.
Torne-se um filho adorador.
Torne-se um servo adorador.

Santa Tereza d'Ávila, rogai por nós!
Jesus, ensina-no a adorar-Te.







quinta-feira, 2 de abril de 2009

Oração Retórica

retórico (è)

adj.
1. Da retórica ou relativo a ela.

adj. s. m.
2. Que fala ou escreve segundo os preceitos da retórica.
3. Que fala muito e bem, mas superficialmente.

Ontem durante o dia em meu trabalho, ao me ver em uma situação em que eu precisava de Jesus, dirigi meu olhar para a imagem da cruz, coloquei-me em estado de o
ração e disse:
"Jesus, me ajuda a orar. Faz-me um servo Seu. Concede-me a graça de me por em oração sempre."

Foi uma oração simples como esperava, o que não esperava era a resposta que tivera em menos de um segundo de término da oração. Assim, simples r
ápida e objetiva que me fez pensar até pouco antes de postar esse pequeno testemunho.

"A graça já te dei, o que te falta é vontade."

Fiquei sem ação, sem palavras pois não esperava que minha oração fosse respondida.
Pouco antes de postar este testemunho, não pensava em fazê-lo até me vir esta inspiração que, creio que Deus de alguma forma pôs em meu coração.

As pessoas fazem orações de retórica.

Eu também, como vocês acabaram de ler, faço oração de retórica. O que não entendia ontem, Deus, por pura misericórdia me fez entender hoje.
Oramos sem saber o porque, oramos para um deus que não é o v
erdadeiro Deus, pois não esperamo resposta.

Digo nós porque sei que existe muitos que rezam desta maneira, espero que você não, pois a partir de agora não quero ser um pássaro.

Um pássaro canta "e cada canção maravilhosa que ouço..." mas não sabe o que está cantando, assim é muita oração, falamos, falamos, falamos para o vento e não para Deus.

Como nosso Deus é bom! Mesmo assim Ele em sua infinita misericórdia nos ensina a rezar.

"Jesus, vou fazer o possível para rezar com o coração, com a alma."

Se você souber de alguém que faz uma oração retórica, por favor avise-o. Diga que você está falando com um Deus que responde suas preces, então cuidado como fala e o que fala.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Quando tudo parece acabar

Não sou douto nas ciências, não sou nem o filho fiel e devoto a Deus nas coisas que Ele me pede, mas uma coisa eu sei.

A mão de Deus mudou!

Sim! Parece que a mão de Deus está mudada....

Não sinto mais aquele calor que brota no íntimo do ser, sei que muitos não conhece como sei que outros tantos sabem muito bem e até mais do que estou dizendo. Quando Deus nos fala sabemos que foi Ele. Quando não sentimos mais as consolações interiores nos vemos no mais puro deserto, a cada momento sozinho, a cada momento com sua(seu) namorada(o), a cada banho, a cada olhar....estamos sozinhos.
Pedimos desesperadamente a presença de Deus pois se Ele não estiver conosco não podemos seguir e, quando não mais escutamos a voz d'Aquele que nos conforta e envia nos vemos perdidos e até por nossa doença espiritual ameaçamos a Deus caso cometamos algum pecado, triste fim o nosso. Como somos inclinados para o que é errado, perfeita comparação nosso Deus fez de nós "ovelhas".
Aos poucos nossas conversas vão se inclinando para as coisas mundanas e deixamos de adorar a Deus em nosso íntimo, não mais entregamos nosso alimento à Deus em nossas refeições, a cada brincadeira não mais pensamos em Deus para ponderarmos.

Um palavrão aqui, uma insinuação ali.

Olhamos na rua outras pessoas e nos sentimos atraídos por ela e jamais passaria em nossa cabeça naquele curto espaço de tempo que aquele belo corpo nada mais é que a imagem e semelhança de nosso Deus FIEL.

Aonde colocamos agora essa angustia?

Penso assim: "Como posso colocar nas mãos de Deus isso que eu fiz, eu acabei de rezar e venho a pecar, isso é inadmissível. Não posso entregar a Ele."

Meus amigos, nós temos um senso de justiça interior e afirmo que ele muitas vezes não é controlado pelo nosso espírito e isso faz com que deixamos de entregar nossas misérias à Deus.

Agora digo mais uma verdade, não somente porque eu li em algum livrou, ouvi em palestra ou me foi revelado através de algum dom. Isso é um testemunho.

Essas atitudes internas são absolutamente normais. Não se desespere, é normal e precisamos que sejam assim, pois somente assim podemos seguir na direção certa.
Não digo na questão do pecado e sim no que diz o salmista:

A mão de Deus está mudada.

Só existe um meio de retomar a nossa conciência para o que é certo, pois nesses momentos não conseguimos sequer parar alguns momentos para rezar.

Adorar! Isso mesmo, adorar!

Pois na adoração não falamos, apenas nos deixamos nas mãos de Deus.

Adorem nesse exato momento a Cristo Crucificado, fique uns instantes olhando a imagem de Cristo na cruz.




Agora para aqueles que não entendem muito bem a imagem sacra podem ver esta de Cristo, ainda sem as riquezas da sacra, mas serve para o propósito que proponho.





E quando se sentirem sozinhos lembre sempre:

O AMOR VENCERÁ!!!!!!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Fofoca é pecado?

Talvez aquele "comentariozinho" não signifique nada para a pessoa que está ouvindo ou para você e até mesmo para a pessoa apontada, no entanto leva a pessoa a perder um tempo precioso pois estamos em tempo de misericórdia.

Tudo bem, parece exagero, eu somente comento com pessoas que eu conheço e de assuntos irrelevantes.

É irrelevante para você, não para a sua alma, pois a boca fala do que o coração está cheio.

Fale de coisas gostosas de se ouvir, coisas que te faz lembrar de boas ações. Essas sim são valorosas.
Por favor, ao fazer um comentário, por menor que seja, pergunte a si mesmo:

1º - Vou fazer o bem contando isso?
2º - A pessoa que vai ouvir realmente precisa ouvir isso?
3º - Apraz a Deus saber que você vai comentar esse assunto a alguém?

Por mais que o "babado" seja "quente" não faça isso, pois além de ruim ser taxado como "fofoqueiro" sua alma fica muito coberta com a lama da sujeira da fofoca e não se abre ao que Deus tem a te revelar.

Inicialmente pode ser um tanto difícil se você tem esse costume que é curado somente com jejum e oração, mas permaneça firme, pois os resultados não tardam a aparecer.

RESISTA!

Fofoca não vem de Deus! E se você pretende chegar mais perto do Senhor terá que se desvencilhar dessas coisas.

PRESTE ATENÇÃO! SÃO AS PEQUENAS ATITUDES QUE NOS FAZ FICAR TÃO LONGE DO SENHOR!

--
Ubi Petrus, ibi ecclesia; ubi ecclesia, ibi Christus

domingo, 22 de fevereiro de 2009

COMO ESTÁ O SEU MUNDO?

Essa é a proposta deste texto: COMO ESTÁ O SEU MUNDO?

Se você leu a última postagem percebeu que o intuito era de se olhar para si e encontrar alguma definição, um rumo, para você perceber que tem uma escolha.
Agora eu te pergunto: COMO ESTÁ O SEU MUNDO?

Quando você acorda de manhã ou de tarde quiçá de noite para realizar o trabalho que Deus te deu, independente se esse trabalho é ou não remunerado, você se encontra ou simplesmente liga a chave automática da sua mente e sai executando as coisas apenas porque tem que fazê-las?

Meu caro, só tem uma coisa a te dizer: ACORDA!

Ligar a chave automática não vai te deixar feliz ou simplemente te empurrar para a próxima etapa da sua vida.

VAMOS FAZER UM TESTE???? Leia esses passos e tente fazer em seguida:

1 - Encontre um local tranquilo para estar;
2 - Feche os olhos e respire tranquilamente por algum tempo e tente sentir seu coração batendo;
3 - Não pense em nada, apenas tente ouvir seu coração;
4 - Agradeça a Deus e entregue esses momentos nas mãos do Divino Espírito Santo;
5 - Faça uma retrospectiva da sua vida e peça ao Divino Espírito para te auxiliar neste momento;

Esses passos parece sem conclusão, mas tem um bom motivo para o ser, quero que você faça e se senta a vontade para escrever um pouco sobre essa experiência para que assim outras pessoas se sintam motivadas a fazer o mesmo.

Aí você me pergunta: "E o que isso tem a ver com o meu mundo?"
E eu te respondo: Faça o teste, uma, duas, três, quantas vezes precisar, assim você irá perceber onde você se encontra, em qual bosque você está,se seu castelo está em um lugar firme, está em um pântano.

Seu mundo é aonde reside seu castelo interior e onde está o seu castelo?

Meu caro, o seu mundo é formado pelas coisas que você faz, tudo aquilo que você construiu durante a vida foi transformada em um mundo somente seu.

COMO ESTÁ O SEU MUNDO?

Não pense agora como você faz para mudar ou não esse mundo, agora que você sabe que tem um com tanta variedade de coisas e formatos agradeça a Deus por essa nova descoberta que, nos próximos dias postarei sobre a localidade da alma em um mundo.


Um grande beijo!

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Ubi Petrus, ibi ecclesia; ubi ecclesia, ibi Christus

PS: Vocês conhecem Ana a Peregrina? Não? Contarei a história dela e suas aventuras nesse blog. Aguardem...